Organização de Jovens Espíritas

Um mundo melhor OJE!

Merlânio Maia

Ninguém acende uma candeia para pô-la debaixo do alqueire; põe-na, ao contrário, sobre o candeeiro, a fim de que ilumine a todos os que estão na casa. (S. MATEUS, cap. V, v.15.)

Um dia chegou Kardec, e como um visionário falou de uma Arte Espírita. Seria a arte que sucederia a arte cristã. Vários Espíritos como Rossini, Musset e Mozart falaram apaixonadamente sobre esta arte e diziam muito mais, falavam que muitos artistas reencarnariam para levar à frente este projeto do Mundo Espiritual, para que a Terra, envolta em dor e sofrimento, enegrecida por paixões e violências, sentimentos tão comuns em mundos atrasados, com a Arte Espírita pudesse sonhar e ouvir, sentir e antever as esperanças de uma nova humanidade e o que seria um Mundo de Regeneração.

E a pedra fundamental foi encravada no coração dos sonhadores. Leon Denis, poeta por excelência, decantou esta arte, tão lindamente que pintou nos quadros da literatura quão esplêndida ela seria; Emmanuel, historiador, escritor e poeta, pela pena de Chico Xavier, no seu livro “O Consolador”, falou-nos da sua real importância, adiantou que o artista é sempre um médium da Espiritualidade mais elevada; André Luis, também através de Chico, afirma que a Arte Espírita seria o Belo em busca do Bem; O que mais nos faltaria?!

Derramados pelo mundo inteiro estão estes grandes artistas, nascidos com esta missão. Tanto que as telas de cinema têm encantado platéias recordes com filmes com esta temática tão grande quanto bela, desfilados como: “Ghost”, “Amor além da vida”, “O sexto sentido”, “Falando com os mortos”, só para citar alguns monstros de bilheteria no mundo todo.

No Brasil, o cinema com temática espírita, já começa a despertar com algumas produções em curta metragem, e efetivamente, já desponta alguma coisa de longa metragem, pois recentemente foi lançado o filme “Os órfãos” (www.osorfaos.com.br), com uma perspectiva espírita.

É fácil ver, seja na música, na dança, na pintura, no teatro... Produções espetaculares. A peça “Além da vida”, produzida por Augusto César Vanucci, ficou por longos doze anos em cartaz, com grandes astros do teatro e da televisão nacionais, levando, a um público imenso, uma compilação de mensagens psicografadas por Chico Xavier.

Algumas companhias de teatro têm investido em textos psicografados com monstruoso sucesso de bilheteria. A exemplo disso ainda está em cartaz peças como “Violetas na Janela”, “Memórias de um Suicida”, “Há dois mil anos”, “O Cândido Francisco”, só para citar algumas preciosidades espíritas.

No campo da música, a mesma coisa. Vemos grandes grupos produzindo muito e levando esta Arte Espírita pelo Brasil afora, a exemplo do Grupo AME, do Ceará, Grupo Acorde, da Paraíba, GAN – Grupo Arte Nascente, em Goiás, Grupo Sementes, em Pernambuco, Marielza Tiscate no Rio de Janeiro, Moacir de Camargo, e muitos outros, pois bem, é bonito, bom, belo, porém todos estão fazendo das tripas coração, para produzir Shows e levar tão preciosa arte por todos os recantos, em vista da dificuldade de encontrar apoio no próprio meio cantado e decantado: o meio espírita.

Já que o nosso país é o maior país espírita do mundo, e é um país de artistas, então, não seria demais esperar que todo teatro pudesse ter em cartaz, por todos os meses do ano, um espetáculo espírita.

Tudo isso que existe, de produção cultural, ainda é muito pouco. É pouco por que tínhamos muito mais para ofertar. E se ofertamos tão pouco ainda, é porque nos falta motivação, falta estímulo, falta promoção mesmo! Coisa que as Instituições Espíritas poderiam fazer com mais denodo e amor. Ainda há medo do desconhecido. É verdade que muito dirigente de Instituição não sabe sequer o que é o Espiritismo, imagine assumir a divulgação por meio de algo mais desconhecido ainda, que é a arte?! Imaginem falar de uma Arte Espírita?

Lembro que quando lancei o primeiro Cordel Espírita, vesti a Poesia Nordestina como veículo para levar o Espiritismo, muitos dirigentes(?) espíritas combateram veementemente, pois aquilo era uma “novidade” no Movimento Espírita e aquelas poesias bem humoradas poderiam tirar (?) o caráter de seriedade da Doutrina Espírita. Então enfrentei. Bati de frente, como diz o caboclo, saí da capital (João Pessoa) e fui para o interior, fui para Recife, Natal, Fortaleza... Editei dois livros e dois CDs e quando estes dirigentes viram o trabalho dando frutos lá fora, resolveram “importar” o que já era do seu lugar anteriormente.

É hora de vestir tão nobre ideal: o de motivador da Arte Espírita, para que amanhã toda a humanidade possa reconhecer, através dela, o Bom no Belo.

A Arte Espírita é a Candeia. É hora de assumir a força e o poder transformador que a Arte tem, para que as verdades exaradas pelo Codificador e, pelos Espíritos que o seguiram, possam, enfim, florescer, pois, [...] ninguém acende uma candeia para pô-la debaixo do alqueire; põe-na, ao contrário, sobre o candeeiro, a fim de que ilumine a todos os que estão na casa. (S.MATEUS, cap. V, v.15.)

Paz e Luz!
Abraços do Cantador

Merlânio Maia
merlâniomaia@jpa.neoline.com.br

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