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O que a Doutrina Espírita nos diz a respeito?

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Excelente pergunta nobre amigo Thiago.

 

Podemos repreender uma pessoa? Sim!

A crítica é falta de caridade? Essa pergunta é complexa, pois primeiro devemos entender o que é uma crítica. Há as críticas construtivas, em que se objetiva exclusivamente o melhoramento do próximo; e há as críticas destrutivas, em que se objetiva apenas o apontamento das falhas ou dos defeitos, a superioridade de uma crença em detrimento da outra, etc.

 

Logo, no primeiro caso, a crítica pode até ser um ato de caridade se bem colocada, bem como se bem exemplificada. No segundo caso, a crítica é uma total falta de caridade!!

 

Há essas respostas na Codificação Espírita... vamos ver se alguém as encontra!!

 

Abraço,

 

Gabriel

 

Ao ler este tópico, me recordei da discussão "pessoas mal intencionadas" (http://organizacaojovensespiritas.ning.com/forum/topics/pessoas-mal...).

Na oportunidade, disse que:

 

Primeiro, temos que ter em mente que "é preciso fazer o bem por caridade, quer dizer, com desinteresse". Então fazer o bem, visando um interesse, ao meu ver, perde o seu mérito, pois a pessoa está agindo com egoísmo (Livro dos Espíritos, pergunta 897).

Sobre anunciar o problema, é um ponto que merece ponderação. Nós podemos sim repreender o irmão em falta, pois devemos trabalhar pelo progresso de todos, porém, com moderação, mesmo porque não somos perfeitos.
Por outro lado, sobre a divulgação do mal que está sendo feito, deve-se verificar a sua extensão. Se está prejudicando somente a própria pessoa, não há motivo para expô-la publicamente. Caso contrário, se prejudicar terceiros, deverá visar o benefício da coletividade.
Nas palavras de São Luis: “segundo as circunstâncias, desmascarar a hipocrisia e a mentira pode constituir um dever, pois mais vale caia um homem, do que virem muitos a ser suas vítimas. Em tal caso, deve-se pesar a soma das vantagens e dos inconvenientes” (Evangelho Segundo o Espiritismo, Capítulo X, Bem-aventurados os que são misericordiosos).

 

Creio que a crítica pode ser bem vista, desde que feita com humildade, pois somos todos imperfeitos e sujeitos a erros.

Além disso, é preciso tomar cuidado para que a crítica não se torne um ato público, devendo tomar conhecimento somente a pessoa interessada, conforme o caso. Às vezes, uma conversa fraterna e uma oração são as soluções para a correção de uma falta.

 

Abraços a todos!

Se acharmos conveniente, e isso não configura falta de caridade. Mas para isso temos que ter autoridade moral sobre a pessoa em falta, pois nada vale condenar uma falta se ainda a praticamos. O Espírito São Luís, em O Evangelho segundo o Espiritismo, no capítulo X, item 21, nos diz "Conforme as circunstâncias, desmascarar a hipocrisia :e a mentira pode ser um dever, pois é melhor que um homem caia do que muitos serem enganados e se tornarem suas vítimas".

Seria incompreensível se ficássemos calados, pois aí estaríamos faltando com a caridade, nos omitindo!!
Acredito que se for uma critica para o bem da pessoa e se você tiver essa liberdade não tem problema.

Achei muito boa essa colocação do Thiago e fui atrás de resposta, vejam só o artigo que encontrei:

 

É permitido Repreender os Outros?

Robinson Soares Pereira

Com este título, Kardec propõe três questões que são respondidas pelo Espírito S. Luís, em Paris, no ano de 1860.

Na primeira delas é que vamos nos deter por agora, quando Kardec pergunta: - "Ninguém sendo perfeito, seguir-se-á que ninguém tem o direito de repreender o seu próximo?" Resposta - "Certamente que não é essa a conclusão a tirar-se, porquanto cada um de vós deve trabalhar pelo progresso de todos e, sobretudo, daqueles cuja tutela vos foi confiada. Mas, por isso mesmo, deveis fazê-lo com moderação, para um fim útil, e não, como as mais das vezes, pelo prazer de denegrir. Neste último caso, a repreensão é uma maldade; no primeiro, é um dever que a caridade manda seja cumprido com todo o cuidado possível. Ao demais, a censura que alguém faça a outrem deve ao mesmo tempo dirigi-la a si próprio, procurando saber se não a terá merecido."

É bom lembrar que Jesus, tipo mais perfeito para servir de guia e modelo à Humanidade, enviado por Deus, como na primeira parte da resposta acima, jamais deixou de mostrar o erro nos quais os curados por Ele estavam inseridos, quando dizia: - "(...) de futuro não tornes a pecar". Mas, também, nunca repreendeu alguém com o intuito de desacreditá-lo junto à sociedade; ao contrário, como no caso da mulher surpreendida em adultério, disse: -"Aquele dentre vós que estiver sem pecado, atire a primeira pedra." Fez, como está no final da resposta de S. Luís, que antes de julgarmos os outros, devemos verificar se esse julgamento não nos cabe também.

Sem dúvida alguma, a crítica irresponsável, o notar as imperfeições alheias, a maledicência fazem parte do cotidiano da grande massa da população terrena, fruto, ainda, das nossas imperfeições que nos acompanham há milênios. É uma anormalidade que com freqüência praticamos como se fosse normal, já que automatizamos tais pensamentos, palavras e ações infelizes sem nos conscientizarmos do mal que proporcionamos aos nossos semelhantes. Vemos, com muita tristeza, como os meios de comunicação, nas suas mais variadas formas, se utilizam dessas prerrogativas infelizes, sabedoras de que coisas dessa natureza é que vendem e dão altos índices de audiência. O que mostra como ainda estamos atrasados moralmente.

Lemos outro dia, numa coluna de jornal, pequeno artigo que contava uma história mais ou menos assim: "Cada pessoa caminha na vida carregando duas sacolas, uma no peito e outra nas costas. Na do peito estão contidas as virtudes, e na das costas, os vícios. Cada um de nós só vê as costas dos que vão à frente, portanto, só os defeitos dos outros, esquecendo-nos de que os que vêm atrás de nós vêem os nossos defeitos também."

Atitudes dignas para com os semelhantes deveriam ser rotineiras e não fatos isolados que chegam a ser destacados como coisas extraordinárias.

Costumamos dizer em nossas palestras que cada pessoa deveria ter um disjuntor moral na língua, que desarmasse automaticamente, quando fôssemos falar mal de alguém e, assim, ficaríamos mudos, só retornando a voz quando fôssemos falar coisas boas daquela pessoa. Mas o disjuntor deveria ficar mesmo era no cérebro, para que toda vez que um pensamento infeliz com relação a uma pessoa surgisse, ele se desligasse e nós não indignificaríamos a ninguém. Esse disjuntor chama-se autocontrole sobre o que pensamos, para que não falemos ou ajamos em desfavor dos nossos semelhantes.

O Espiritismo nos mostra a necessidade da renovação pessoal na busca do ser integral, principalmente agora, nesta era da Humanidade, norteada pelo amor que deve unir a todas as criaturas.

Lutemos por corrigir os nossos defeitos e, como diz a parábola do Argueiro e da Trave no olho, retiremos primeiro as nossas imperfeições, para só depois vermos como poderemos "auxiliar" os outros a removerem as suas.

Fonte: http://www.espirito.org.br/portal/artigos/diversos/comportamento/e-...

 

Com Deus!

Luciana

Muito bom o artigo Luciana!
Ótimo artigo parabens pela pesquisa!!!

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